Relatos de Parto | Fardo de Ternura
Teresa

Teresa

Parto da Teresa Bedê
Nascimento da Alice
19/09/2018

Desde que descobri que estava grávida percebi que tudo em volta havia ficado diferente e que minha função no mundo tinha mudado pra sempre e pra melhor.

Nos votos de nosso casamento, Rafael me pediu pra concebermos Alice em nossa lua de mel…15 dias depois disso ela já estava com a gente…fruto do nosso amor, laço eterno de nossas vidas!

Em janeiro minha menstruação atrasou pela 1a vez, resolvi esperar alguns dias, sem contar a ninguém e fingir que estava tudo normal. Rafael já controlava “minhas regras” e tinha App no celular de tabelinha, mas lhe disse que ela tinha descido. Ele frustrado, eu ansiosa…passamos o fds em Saquarema e no domingo a noite comprei um teste de farmácia sem que ele visse. Quando ele foi levar meu enteado para a casa da mãe resolvi fazer o teste sozinha. Positivo…E agora? Choro, nervoso, felicidade…mas ainda sem acreditar mandei foto para Dr Rodrigo (GO) que me deu os parabéns! Mas eu, achando bom demais pra ser verdade, lhe pedi para fazer o beta. Na 3a, botei roupa de academia para continuar disfarçando, fui buscar o pedido do beta no consultório e de lá fui direto para a coleta no laboratório… durante a espera do resultado resolvi organizar as coisas pra contar pra Rafael. Comprei uma roupinha de bebê, um quadrinho que diz “Qd 2 corações batem juntos o 3o é concebido” e uma caixa de presentes. Fim do dia olhei na internet: Positivo, grávida de 4-5 semanas! Rafael chegou em casa e eu, com o celular filmando escondido, lhe entreguei a caixa.. então choro e riso se tornaram um só…motivo: nosso bebê!

A gestação foi tranquila…tive alguns enjoos, sono, dores na costela…mas tudo super controlável e dentro do esperado. Minha rotina de trabalho dobrou, mas mais do que nunca eu me sentia viva e capaz de aproveitar cada dia com o máximo de disposição…afinal, eu estava grávida, gerando um ser humano super desejado e fruto de uma relação muito saudável. Logo no início decidimos que meu desejo de ter um parto domiciliar seria prioridade. Contratamos a Equipe Ohana, na qual minha amiga pessoal Paolla faz parte com outras duas EO, ambas chamadas Natália. Começamos a planejar tudo e achei que não era necessário uma Doula. Passados 4 meses me senti despreparada de informações e decidi procurar grupos de doulas pra conhecer melhor do que se tratavam. Foi aí que nasceu nosso amor e eterna gratidão pelo Fardo de Ternura. Fernanda, Camille e, principalmente Tamara, se tornaram fundamentais nesse processo…gravidez, parto e relação matrimonial se tornaram mais tranquilos e prazerosos com as rodas e consultas do Fardo! Com 38 semanas de gestação eu já não trabalhava mais e meus dias eram preenchidos por Netflix, arrumação de quarto e malas e, espera de Alice…nesse período eu já sentia cólicas e contrações sem freqüência definida. Com 40 semanas, meu tampão começou a sair, mas sem alardes fiz uma ultra de rotina, descobrimos uma pequena diminuição do líquido amniótico e uma possível necessidade de parto hospitalar. Toda a calma da gravidez se transformou em ansiedade e tive que repetir o exame no dia seguinte dps de litros de água…tudo certo, exame normal, voltemos para a espera do parto vaginal em casa. Agora a espera era um tormento e decidimos começar as induções…chá da Naolli (inicio em13.9) acumpultura (17.9) e um descolamento de membrana que não foi possível pois o colo estava alto e grosso (18.9)…seguimos frustrados pq há duas semanas meu corpo já dava sinais constantes de que Alice estava vindo mas sem o descolamento tudo parecia ter sido em vão. Conversando com Tamara decidi tirar um dia de folga: fui pra casa de uma amiga, almoçamos no shopping e fomos ao cinema juntas…voltei pra casa pra trocar de roupa e fui com Rafael para uma consulta coletiva do Fardo onde teria minha 3a despedida de barriga. Lá, fiz xixi e no papel um tampão com sangue pela 1a vez…algo diferente, mas continuei sem me empolgar, afinal estava relaxada depois de dias de tensão. Fomos pra casa dormir e 1:10 acordo por conta de uma contração que me deixa sem posição na cama e com vontade de vocalizar. Isso se repete mais duas vezes, decido ir pra sala pra não acordar Rafael e contar as contrações. Às 3h ele sente minha falta e, me vendo com dor, já liga pra Paolla e pra Tamara pedindo orientação. Se dependesse dele todas já estariam lá em casa esta hora, mas eu não quis e as duas só chegaram às 6h…só pra uma avaliação…achei que iriam embora em seguida, mas quando percebi que elas resolveram ficar entendi que tinha chegado a hora: estava em trabalho de parto! Chegaram aos poucos Fernanda e Camille (doulas), Nathália (outra EO) e Rita (fotógrafa e puérpera do Fardo). Minha mãe e nosso cachorro Thor também estavam no cenário do mais lindo episódio de nossas vidas. Segui com contrações doloridas que me faziam agaichar e vocalizar cada vez com mais intensidade. Aos poucos eu não tinha mais vontade de ficar na cama, minha playlist me incomodava e nenhum lanche que eu havia comprado pra este dia me apetecia. Entretanto, eu me sentia a mulher mais importante e feliz do mundo naquele momento. Meio dia entrei em TP ativo, os gritos que vi em vídeos de parto já saiam de mim naturalmente até que veio o cansaço junto com a vontade de parar pra não sentir mais dor…mas fazer o quê? Hospital? Cesaria? Ninguém iria me sugerir…estava tudo perfeito para o que tínhamos planejado…eu estava bem, Alice estava bem…eu mesma também não queria mudar nada a não ser a dor…mas fui eu quem fiz o plano de parto e lá estava o meu desejo de ficar em casa sem nenhuma analgesia ou outra intervenção. Cozinha, quarto, piscina, banqueta…fui revezando os lugares. Força Teresa, você consegue, Alice quer vir assim, você é capaz…tudo isso vinha na minha cabeça e me dava mais tempo. Às 17h resolvemos avaliar e eu estava com 8-9 de dilatação, precisava só apagar 1 dedinho do colo. Fui para o chuveiro pela 3a vez e, apoiada na bola em posição de 4, a água quente e o ambiente calmo me fizeram esperar mais 60min até que uma contração diferente fez Tamara chamar as outras pessoas. Rafael entrou no box atrás de mim e na próxima dor veio uma ardência mostrando que Alice estava nascendo…mais força, ardência e muito choro e emoção vieram juntos com a saída da Alice, amparada pelas mãos do pai que falava aos prantos: ela tá olhando pra mim, nossa filha, meu amor! Ah…aí foi só alegria! Por mais cansada que eu estivesse, todas aquelas 17h de TP tinham sumido e a felicidade de ter minha filha nos braços, perfeita, nascendo do jeito e no lugar que eu tanto quis, tomou conta de mim. Eu tinha conseguido, era mãe, era Foda! Nós tínhamos construído o parto domiciliar mais lindo que eu podia ter tido! Hoje…sigo no Netflix, mas acompanhado de fraldas, banhos de porta aberta e muito peito…afinal, agora sim minha vida tem sentido, agora sim tenho outra vida que depende de mim. E se antes eu comemorava o som da batida do coração, a imagem preto e branca do seu rosto ou cada centímetro e grama de peso ganhos na ultra, hoje comemoro cada xixi, cada cocô, cada soluço, cada sorriso dormindo, cada choro no banho e cada noite interrompida pela amamentação. Viva nossa Alice! Gratidão ao Fardo, gratidão à equipe Ohana, gratidão ao Dr Rodrigo e meu eterno amor ao meu parceiro de vida Rafael e à minha mãe exemplo Sônia por todo apoio, carinho e dedicação que tiveram comigo e Alice…sem vcs nada disso teria sido assim… perfeito!

Fardo de Ternura

Nossa missão é prestar assistência integrada à mulher no processo de gestação, parto e pós parto, sendo suporte em sua busca pela gestação e maternidade respeitosas, com informação, acolhimento e apoio às suas escolha.

Soraia Mello

Soraia Mello

Parto da Soraia Mello
Nascimento da Dora
24/08/2018

Sobre a gestação

Há uma semana que tenho convivido com fissuras e lacerações que não estão apenas nas marcas do corpo, mas nas teorias, nos sentidos e nos sentimentos. Foi uma gestação ativa, em que me senti muito bonita e acolhida por uma rede de amigos que me fortaleceram como somente uma verdadeira família é capaz de fazer. São essas pessoas que geraram ao meu lado e que desejo ter como referência na educação de Dora, rainha!

Era outubro de 2017, estava na Colômbia quando comecei a me achar estranha. Fiz um teste de farmácia e apareceram dois risquinhos leves. Que emoção não contida! Cheguei dez dias depois ao Brasil fazendo exames e compartilhando a alegria com família e amigos. Pouco tempo depois um sangramento nos deixou frustrado, jamais vou esquecer o Vitor dizendo: amor agora eu gostei e quero… foi assim de primeira que Dora foi concebida.

Em meio aos projetos do CECIP, o Mestrado e as responsabilidades do maracatu cada mês era uma nova descoberta, muitos exames, muitas consultas e tudo sempre maravilhoso, pressão, peso, batimentos. Era uma gestação tranquila, mas nossa ansiedade nos fazia querer acreditar que ela viria antes do termo, apenas ilusão e expectativa.

A escolha de uma doula fez toda a diferença no processo. A presença e intervenção da Fernanda Melino e do Fardo de Ternura criaram oportunidades de pensar sobre o parto que queríamos e como conduzir até lá com segurança e informação. Foi maravilhoso acompanhar o Vitor se tornar um pai ativo e ter os homens da nossa rede de amigos como boas referências de paternidade.

Quando começou o mês de agosto também começaram as pressões e a expectativa de chegada. Eu recebia cerca de 10 mensagens por dia perguntando se estava tudo bem, traduzindo: Dora já nasceu? Foram três sábados seguidos sem sair de casa, pois as cólicas e contrações estavam na preparação do corpo e da mente.

O Parto

No dia 22 de agosto, pelas minhas contas, baseadas na data da última menstruação estaria completando 41 semanas e segundo o protocolo do Maria Amélia esse era o prazo para indução, já que tinha feito o pré natal pelo plano com uma médica cesarista e ela nem sabia que eu iria pra uma maternidade pública, o Maria Amélia, quis evitar a fadiga. Ainda bem que saiu tudo melhor que eu pensava.

Logo pela manhã recebi uma mensagem da doula perguntando se eu não preferia esperar até sábado quando completaria 41+3 e que esta era a indicação dos principais órgãos de assistência ao parto. Teimosa que sou e como já havia me programado resolvi ir com a condição de que diante de qualquer sinal negativo voltaria pra casa tranquila. A indução não rolou pela diferença das semanas do primeiro ultrassom. Ainda bem!

Disposta a curtir todos os aniversários dos dias seguintes me surpreendi com cólicas ainda na madrugada do dia 22 para o dia 23, mas cansada de alarmes falsos nem dei atenção. Pela manhã Vitor saiu pro trabalho e comentei sonolenta das cólicas. As 9h as dores começaram a incomodar mais…tentei avisar, mas ele estava em reunião e só viu a mensagem duas horas depois quando Tia Denise e tio Nino já estavam a caminho de casa e as contrações começavam a doer ainda mais. Avisamos a doula que estava em Niterói e algumas horas depois chegou em casa.

A tarde seguiu assim com contrações regulares, aos poucos já não era possível sentar na poltrona ou deitar na cama, apenas a bola de Pilates salvava. Ficamos só em casa, Vitor e eu, mas ele seguia contando pra Fernanda cada movimento ou avanço das contrações como as saídas do tampão rosadas ou o grito de dor mais grave.

Às 19h cheguei no limite da dor e Vitor achou bom chamar a doula pra voltar pra nossa casa e também tio Nino que nos levaria pra maternidade. Chegamos por volta de 20h30 no Maria Amélia, estava vazio e as dores eram intensas de não conseguir não vocalizar quando a contração vinha. Uma médica jovem e muito tranquila fez o primeiro toque de admissão e arrancou lágrimas dos meus olhos quando disse que eu estava com 6 cm de dilatação e se forçasse chegava a 7.

Logo depois subimos pra sala de parto, uma suíte bem tranquila com todos os recursos que eu precisava pra trazer Dora ao mundo. As enfermeiras muito jovens nos deixaram muito a vontade e eu confesso que até gostava quando elas entravam pra me contar da evolução do trabalho de parto, isso a cada uma ou duas horas. Neste intervalo, Vitor e Fernanda deram conta de uma Gorila prestes a dar a luz. Ai que dorrrr com um sotaque bem Paulista foi o que os corredores daquele andar devem ter ouvido de sobra naquela noite. Eu estava ansiosa pela dor, mas quando ela chegou estava disposta a fazer qualquer coisa pra ela passar. Ainda bem que a Fernanda se fazia de desentendida quando eu perguntava de anestesia ou de estourarem minha bolsa pro trabalho evoluir.

Eu sabia que Dora estava alta, acima da bolsa ainda intacta e que as conversas que tentavam ser discretas entre as enfermeiras me deixavam meio desesperadas como se eu não fosse conseguir, mas é lógico que neste momento não tinha a mínima condição de dialogar sobre isso, no máximo consegui perguntar pra Fernanda: e se ela não descer? Ela respondeu assertivamente: ela vai descer!

Já era dia 24 de agosto, 1 hora da manhã entram 3 enfermeiras, 9 centímetros de dilatação, uma delas pede pra eu tentar agachar nas próximas duas contrações. Na primeira, a bolsa estoura e assusta o Vitor, depois foi impossível encostar em mim, era muita dor, muita, sem intervalo.

Minutos depois veio aquela força de cocô que eu sabia que era o expulsivo, mas nem acreditava que eu fosse capaz. Lembro da banqueta entrar pela porta, sentei, o Vitor me apoiou e na primeira força a enfermeira disse que já estava vendo o cabelinho, saiu a cabeça num círculo de fogo e eu usei toda a força do meu corpo pra trazê-la inteirinha pro meu colo.

Fernanda mágica colocou a música do Caymmi e eu pari ao som de Dora, rainha do Frevo e do Maracatu. Dora veio pro meu colo quentinha, redondinha, escorregando com um cordão grande. A dor passou e eu fiquei em choque, deixei todas as lágrimas e a pressão baixa pro Vitor.

Todo, eu disse todo o meu plano de parto foi respeitado. A pediatra entrou e não mexeu na Dora, foram mais de 2 horas de pele a pele, banho só depois de 24 horas, cheirinho de vérnix, todo o corpinho quente jogadinho sobre o meu. Uma sensação que carrego eternamente em mim, com muito orgulho de ter sido escolhida como mãe por Dora, da família que construí com Vitor.

Fardo de Ternura

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Roberta Rosa

Roberta Rosa

Parto da Roberta Rosa
Nascimento do Caio
01/07/2019

Começo contando um pouco da minha gravidez que foi muito desejada e bem tranquila! Com 28 semanas mudei para um obstetra e uma equipe que eu poderia confiar para ter o desejado parto normal. Saí da médica do plano por entender que ela era cesarista. 

Tudo organizado, inclusive com a doula e o grupo do fardo na aprendizagem de vários temas bons para me preparar para esse momento importante. Quando estava com 33 semanas fiz uma ultra que constatou que meu bebê não havia encaixado e estava na posição pélvica. Na verdade não havia me ligado nessa questão da posição do bebê pois a grande maioria dos bebês encaixa..  Todos me falavam: “fica tranquila que até o parto vira ou na hora vira”… mas não fiquei tranquila com essa informação e procurei minha doula para pensar nos recursos para facilitar sua movimentação. Fiz então acumpultura e aprendi os exercícios de spinning babies para fazer até o parto. Também fiz mocha para ajudar. Mantive diariamente os exercícios e a mocha. Ficava todo dia muito atenta aos movimentos do bebê. 

Cada semana que passava eu ficava mais ansiosa e menos acreditada de que ele modificaria sua posição. Minha doula e meu obstetra falaram da possibilidade de fazer a VCE e que a mesma teria que ser feita com 36, 37 semanas. Eu pesquisei muito, vi vídeos mas não me sentia segura com esse procedimento, e só de saber que haveria possibilidade de descolamento de placenta e que teria que fazer cesarea de emergência,  aquilo me desencorajava de tentar. Na verdade acho que não me sentia preparada para receber tão de repente assim meu filho.. com 37 semanas ainda estava trabalhando muito e sentia que ainda não estava conectada com esse final de gravidez e a chegada do meu filho. Resolvi então esperar ele anunciar a chegada dele, no tempo dele. Mesmo que isso me levasse a uma césarea, esta seria no tempo que ele queria nascer. Com 39 semanas teve a despedida da barriga no grupo do fardo. 25 de junho deu 40 semanas e nenhum sinal de Caio para nascer. Eu ansiosa com medo de chegar a 42 e nada.. todo dia coversava com a barriga e tentava me despedir dela para a chegada de meu pequeno. Tentava sair e distrair a cabeça. Fui a um chá de bebê já com 40 semanas e 5 dias. Lá todos perguntavam.. e Caio, nasce quando? E eu doida para saber tb quando ele viria. Nessa noite, após a festa, eu e meu marido em casa jogamos um jogo, vimos um filme e fomos dormir. Nessa mesma noite comecei a sentir umas cólicas leves e pensei! Será que é agora? E era mesmo!! Achei que conseguiria dormir e tentei relaxar, mas vi que tinha um compasso em que vinha a dor e passava e isso não me deixava dormir. Às 3h da manhã a dor já estava mais forte e acordei meu marido. Disse o que estava sentindo e pedi para marcar as contrações no aplicativo. Estavam espaçadas com 6, 7 min entre uma e outra. Mandei msg para minha doula pois achei que daria para esperar um pouco mais. Segurei até 6h da manhã e liguei para minha doula e para o obstetra. Ainda achava que iria demorar, mas já sentia as dores muito mais fortes. Ela orientou para eu ir para o chuveiro e ver se aliviaria e as contrações espaçavam. Foi o que ocorreu. Como o chuveiro relaxou! Foi fundamental para o alívio da dor que só aumentava. O tempo ente elas espaçou para 10 em 10 min e entendemos que eu deveria estar na fase latente. Resolvi comer umas torradas às 10h e não comer mais nada pois iria passar por uma cirurgia. Meu medico disse para eu ir no consultorio dele ser avaliada. Meu marido foi buscar algo para comer e eu disse que tentaria aguentar até 14h. Achava que ainda teria muito tempo a esperar, pois eu ainda conseguia conversar entre uma contração e outra. Saímos de casa às 14:20 E milagrosamente o trânsito da Ilha até Ipanema estava totalmente livre. Chegando no consultório Pedro me recebeu imediatamente. Fez o toque e logo disse: vamos agora para o hospital. Você está com 9cm de dilatação!! Eu nem acreditei pois por mais que a dor estivesse bem forte eu ainda estava conseguindo conversar! Ele foi conosco em nosso carro já ligando para toda a equipe. Liguei para Renata e ela foi direto para lá nos encontrar. Cheguei e todo o hospital já me esperava! Foi tudo tão rápido que esqueci na bolsa o plano de parto. Em 5 minutos eu já estava no centro cirúrgico com toda a equipe a postos. Não deu tempo de pegar meu óleo essencial nem separar músicas! Renata colocou uma música que pedi e ficou do meu lado junto com meu marido e a pediatra.

Todos muito solícitos comigo e com meus medos da anestesia. A cirurgia começou e em menos de 10 minutos já me falaram: Caio está chegando! E logo baixaram o pano e colocaram ele no meu colo! Nem acreditei quando vi aquele serzinho lindo! Me emocionei! Meu marido cortou o cordão e Caio ficou ali no meu colinho. Ali mesmo ele já pegou o peito e mamou. Quanta alegria que bateu em mim! Eu queria olhar cada pedacinho dele! Cheirar, beijar! Mesmo sendo tudo tão rápido, foi tudo muito respeitoso e tranquilo com uma equipe ótima e com minha querida doula que não desgrudou de mim nenhum momento!! 

Quero agradecer a todo esse grupo e em especial à Renata que esteve ao meu lado nesse momento mais especial da minha vida! Como foi fundamental poder ser acompanhada por esse coletivo empoderado e especial! Muito aprendizado e acolhimento! Vocês são demais!😍😍😍

Fardo de Ternura

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Renata Pimentel

Renata Pimentel

Parto da Renata Pimentel
Nascimento da Isadora
21/09/2018

Minha filha mais velha nasceu em 2015. Na época, eu não sabia nada sobre nascimentos humanizados; a cesárea era uma forma habitual de se nascer na minha enorme família, onde o último parto normal foi em 1979. Assim, minha filha nasceu numa cesariana agendada, desnecessária e realmente violenta. Meu único desejo era poder entrar em trabalho de parto, mas nem isso me foi permitido pelo sistema. E eu só me dei conta da violência que eu e minha filha sofremos depois de tudo terminado, quando passei (e ainda passo) por questionamentos e sentimento de culpa.

Já em 2018, grávida da minha caçula, eu decidi que seria tudo diferente. Me muni de informações, me consultei com diferentes obstetras apoiadores do parto normal humanizado e contratei uma doula – ou melhor, um coletivo de doulas. Participei de rodas de gestantes, conheci mulheres fortes, inseri meu marido no mundo do nascimento respeitoso. Foi uma gestação saudável e tranquila. E eu estava certa do meu parto normal. Mas…

Uma ultrassonografia feita na reta final mostrou um quadro que acendeu o alerta para minha obstetra. Eu estava com 40 semanas e 4 dias quando ela me chamou para conversar sobre o resultado daquele exame. Me explicou todo o seu ponto de vista sobre o quadro, respondeu a todas às minhas dúvidas e foi categórica sobre a sua opção pela cesariana. Eu perdi meu chão. Eu não conseguia acreditar. Como eu poderia estar vivendo aquilo, se eu me sentia tão bem e tão forte? Eu não era merecedora de parir minha filha? Eu simplesmente não conseguia compreender. Essa consulta com a médica foi realizada durante algumas horas, pois ela me atendeu no hospital onde estava de plantão. Foram horas de uma tristeza inexplicável. Era mais do que frustração; era o fim da linha pra mim. Eu ainda não consigo explicar com exatidão aquele sentimento, mas a única comparação possível pra mim é a notícia da morte de alguém muito amado; sim, foi essa a sensação que tive, um vazio no coração, comparável ao desamparo da saudade eterna.

Durante aquelas horas, eu estava acompanhada pela minha doula Camille. Ela se ofereceu para me acompanhar na consulta para que todas as dúvidas sobre a ultrassonografia fossem esclarecidas e, honestamente, eu não sei como eu teria reagido se não a tivesse ali comigo. Eu não sei se teria conseguido me manter centrada e lúcida.

À noite, meu marido chegou ao hospital. Toda a explicação foi repetida para ele – e para mim, pois àquela altura eu já não conseguia raciocinar. A cesariana foi agendada para a manhã do dia seguinte e a obstetra, sempre tão calma e carinhosa, me garantiu que tudo seria feito para que a minha filha nascesse cercada de respeito. Me despedi da Camille e me assegurei de que ela estaria no dia seguinte comigo, pois eu precisava dela, mesmo sendo numa cesárea. No carro, indo pra casa, me bateu o desespero, o medo de reviver a minha primeira cesariana, e eu chorei mais. Fui dormir por volta das duas da madrugada, com a cara inchada de tanto chorar de tristeza.

Na manhã seguinte, fui digerindo os fatos com o passar das horas. Não avisei à minha grande e festeira família, pois eu não estava feliz e não queria agito e animação ao meu redor.

Já no centro cirúrgico, o anestesista e o pediatra vieram se apresentar. Toda a força que recebi das doulas, ao longo da minha gestação, me veio ao peito. Conversei com os dois médicos, segura de tudo o que eu queria para o nascimento da minha filha. Ambos já tinham lido o meu plano de parto, que foi repassado a eles pela obstetra, e aquilo me tranquilizou demais. 

A cirurgia foi exatamente do jeito que a minha obstetra havia me prometido. Todo o meu plano de parto foi respeitado: não fiquei sozinha, minha doula e meu marido estavam sempre comigo, não fui sedada, não fui novamente amarrada e nem empurraram a minha barriga, eu estava olhando para a minha filha no exato momento em que ela nasceu e ela veio direto para o meu colo, tivemos a nossa hora de ouro e ela mamou ali mesmo, ela não foi aspirada e nem movimentada com rapidez, o cordão não foi cortado de imediato, tivemos música e luz baixa, eu toquei a minha placenta e pude levá-la comigo, minha filha não ficou sem mim ou sem o pai em nenhum momento.

Eu fiquei em êxtase! No quarto do hospital, eu revivia aquela sensação como se eu tivesse ganhado na loteria. É impossível explicar como puder viver sentimentos tão conflitantes, de tristeza e de alegria extremas, em menos de 24 horas.

O resumo de toda essa história é o valor do respeito à mulher ao seu bebê. Sim, um nascimento respeitoso é possível, mesmo em uma cesárea. Eu nunca vou me esquecer daquele momento, de ter sentido o vérnix da minha filha e de ter presenciado a primeira vez que ela abriu os olhos e me olhou. Foi maravilhoso me sentir em segurança e ser respeitada, algo que todas as mulheres e seus bebês merecem.

Fardo de Ternura

Nossa missão é prestar assistência integrada à mulher no processo de gestação, parto e pós parto, sendo suporte em sua busca pela gestação e maternidade respeitosas, com informação, acolhimento e apoio às suas escolha.

Clarice

Clarice

Parto da Clarice Soares Carvalhosa
Nascimento da Laura e da Olivia
22/03/2019 

Bem foi uma gestação gemelar saudável de duas meninas, didi, duas bolsas e cada uma com sua placenta. Logo que engravidei busquei Tamara do Fardo de Ternura para ser minha doula, pq eu já a conhecia e já tinha essa decisão antes de engravidar. Acho importante dizer que demorei 5 anos para engravidar, 5 anos de tentativas após ter parado o anticoncepcional e tivemos que recorrer a fertilização, tendo uma perda antes dessa gestação.

Os desafios então vieram desde antes da gravidez, muito desejada e planejada. Comecei a frequentar as rodas do Fardo, inclusive as de puérperas, ainda com 15 semanas. Já sabia que precisaria trocar de obstetra, pois na primeira consulta ela já marcou a data da cesárea mas eu realmente desejava um parto normal. E quando eu entendi a real possibilidade do parto normal, Tamara me sugeriu falar com Philippe Godefroy. Que decisão acertada! No início, eu ainda tinha dúvidas, mas seguia como se soubesse que conseguiria. 

Meu marido foi se aproximando, ganhando confiança, participando das rodas que conseguia e fomos nos informando muito! Procurei terapia só para me dar forças para passar por esse processo, espantando fantasmas e medos da gestação, parto e puerpério.

Combinamos com o obstetra que a IG de segurança seriam 39 semanas e que com 37 começariamos a estimular, caso nada acontecesse. Seria a semana após o carnaval. Dirigi e fiz pilates até a semana anterior, quando fiz também o ensaio de gestante com a querida Rita do Mareia foto e vídeo de parto, que também nos acompanharia no parto. 

Passei o carnaval em casa, já quase sem conseguir ficar em pé e torcendo demais para algum sinal, pois não queria ter que induzir. As meninas estavam super bem e grandes, estávamos fazendo o acompanhamento com US no CDPI do Leblon com Carolina, médica indicada pelo obstetra, que foi uma pessoa incrível e que deu muita confiança para irmos até o limite.

Strepto negativo, plano de parto pronto (e enorme!), discutido e distribuído para equipe. Tudo arrumado em casa e decisões tomadas. Não iria avisar a ninguém quando fosse para o hospital, queria passar por isso só com meu marido e a equipe escolhida. Estava incrivelmente segura. Não queria nem minha mãe por perto, já estava num processo de reclusão desde a gravidez. 

Tinha medo do puerpério e também de não conseguir me entregar ao parto, de ficar muito consciente. Tinha medo de como seria o caminho do parto e se conseguiria o parto normal, ainda mais que os casos próximas a mim não tinham conseguido.

Fui trabalhando isso e sabia que estaria bem amparada com a equipe escolhida. Na despedida de barriga, em Niterói, já com 37 semanas, eu estava com um pouco de cólica. Já havia uma semana que tinha saído um pequeno tampão. Também nessa semana comecei acupuntura para ajudar a induzir e começamos descolamento de membrana. 

Saí da consulta coletiva e fui comer, mas tive muita cólica. Havia combinado de ir na maternidade que o obstetra estava de plantão para mais um descolamento. Com 2 cm de dilatação ele estava confiante que as coisas andariam naquela mesma noite. Só que não. Não senti mais nada. Segui com acupuntura e descolamentos, que por sinal já eram bastante desconfortáveis. Mas nada aconteceu. Conversei muito com Tamara e Philippe,  estávamos bem próximos, ele indo na minha casa já algumas vezes para consulta domiciliar.

O plano era ter o parto no CHN em Niterói, mas com a chance de indução e não mais trabalho de parto espontâneo estávamos nos decidindo em ir para a Perinatal Laranjeiras. Após muita conversa e esclarecimentos vimos que o limite para a indução seria com 38+5, pois poderia durar ate 48h e assim nosso limite seriam as 39 semanas. Com 38+4 fomos até a perinatal, que não havíamos visitado, para fazer uma avaliação do desenvolvimento fetal. Estando tudo bem, seguimos com nosso plano de internar para induzir no dia seguinte cedo, com mudanças na equipe inicial pois os pediatras iniciais não poderiam ir para o Rio naquele dia.

Chegamos cedo na quinta feira na perinatal, 38+5 para a indução.

Foi muito difícil aceitar a indução, mas também não queria passar das 39 semanas e eu já estava muuito desconfortável, as meninas ja cada uma com 3 kg e eu tendo engordado pouco, estava já fraca e cansada. Fui sem avisar ninguém, só eu e meu marido para encontrar a equipe. Fernanda (também doula do Fardo) e Philippe nos aguardavam para a internação, que diga-se de passagem demorou. Fizemos um cardiotoco e logo colocamos o primeiro comprimido de misoprostol. Meu medo era como as coisas aconteceriam com a indução, mergulho no desconhecido. 

Não senti nada, Tamara chegou e fizemos alguns exercícios com a bola, rebozo e almocei. Hora do segundo comprimido, aproveitei para deitar um pouco depois do almoço. Levantei as 18h com uma leve cólica, a janta tinha chegado. Fui fazer xixi e percebi bastante líquido, achei que era mais um bocado de tampão que vinha saindo aos montes. Sentei na cadeira e… ploft, não tive dúvidas que era a bolsa estourando. Veio junto uma crise de riso e choro com a quantidade de líquido quente que escorria. Sentei numa toalha e ainda jantei! Avisamos a equipe e fui pro chuveiro, a princípio para me lavar. Logo comecei a ter umas cólicas. Mas em uns 10 minutos as cólicas aumentaram, em 30 minutos eu já gritava horrores, não deixava meu marido sair de perto pois precisava aperta-lo e daí por diante ja não lembro bem de nada. 

A bolsa estourou as 19h e foram 12h de TP até o nascimento da primeira, Laura, que ja estava encaixada e bem baixa há algumas semanas. Lembro que demorou a liberar a sala de parto, meu marido brigando com a enfermagem para liberar logo. Lembro também de gritar com alguém do hospital que veio perguntar se eu estava com dor! Kkk Não vi ninguém da equipe chegar, inclusive virou piada eu ter perguntado horas depois se Philippe estava ali, depois dele já ter conversado um monte comigo! Lembro vagamente de ter sido levada de maca para a sala de parto e só depois soube que meu marido atravessou o hospital de sunga…kkk 

Minhas dores já eram além de qq limite que eu imaginasse existir e lembro de ter pedido para meu marido avisar ao obstetra para já trazer o anestesista, pois eu precisaria de analgesia! 

Sei que fiquei na banheira, que fiz muito cocô 💩, qur vomitei. Lembro muito da voz de Tamara no meu ouvido, que precisava dela ou meu marido o tempo todo comigo. Depois fui para banqueta, sentia muita dor e estava exausta, gritei sem parar. Houve parada de progressão, entramos com oxitocina e por fim no expulsivo também demorado precisamos usar o vácuo extrator. Estava muito segura com a equipe e fui aceitando as intervenções necessárias. Mas a dor era absurda, minha sensação é que foi o mesmo nível de dor e muito pouco espaçada ao longo de todo o período. Não conseguia nem pensar muito, mas lembro de ter pensado que minha mae e avó haviam parido assim e as reverenciei. E também de ter pensado em tantas mulheres que optam por fazer cirurgia. Mas apesar de toda dor, não cogitava pedir ou ter que fazer cesárea. Em algum momento falei para Tamara que estava com medo da dor do expulsivo e ela me tranquilizou. Seu apoio foi fundamental, o tempo todo comigo, usando de palavras, aromas, toques, informações!

Finalmente, depois de muitas contrações, saiu minha menininha, que veio logo para meu colo, apesar do cordão curto. Coisa linda e cheirosa, nasceu super bem com 2,875kg e 47cm. Equipe super respeitosa em relação a tudo que coloquei no plano de parto. Nenhuma intervenção na bebê. Quis deitar e ela ficou comigo ali até reinício das contrações.

Todos achavam que seria a placenta, mas era já o trabalho de parto da segunda! Me sentia destruída, não sabia de onde tirar forças. Não aguentava mais ficar na banqueta e minhas pernas estavam muito cansadas. Mas não tinha o que fazer, senão enfrentar.

Então as contrações reiniciaram, inacreditável pensar que depois de já 12h de TP, tendo acabado de parir uma, iria começar tudo de novo. Acho que cheguei a perguntar o quanto eu sentiria de novo para o nascimento da segunda. Mas não dava tempo nem de pensar. Exaustão era a palavra. Todos ali estavam exaustos, não era privilégio meu. Já tínhamos passado a madrugada toda acordados, sem comer. Tive que voltar a buscar posição, ficar em pé, sentia que a banqueta já não contribuía muito pois doía demais meu quadril e períneo. Foram mais 3 horas de TP até Olivia nascer. Com bastante tensão inclusive. Os batimentos cardíacos de Olivia caiam a cada contração e recuperavam logo depois. O acompanhamento era bem de perto, eu já fraca e o TP evoluindo devagar. Uma hora lembro que quase desmaiei em uma das contrações e pedi para deitar. Ainda com oxitocina, em dose alta já, houve bastante movimentação na sala, se demorasse mais seria correria para cesárea. Parada de progressão e novamente necessidade do vácuo extrator. Nesse momento, meu marido que tinha ficado 3hrs de contato pele a pele com Laura já não aguentava ficar mais na sala. Fernanda, doula, apareceu também e foi apoiar ele la fora. Ele tinha participado muito mais do que dizia aguentar, cortou o cordão e tinha feito os primeiros cuidados com a Laura, mas agora ele estava estafado, e com medo. Olivia tinha que nascer agora. Mas as contratações demoravam. Eu só queria que ela nascesse e acabasse. Mas tinha que esperar, me acalmar e deixar meu corpo funcionar. Até que em mais algumas contrações ela veio. Eu deitada na maca, fazendo força usando de apoio tecidos pendurados no teto. 

De um modo geral a saída das cabeças foram bizzarras, o vácuo extrator soltou nos dois partos e era bastante dolorido e tenso a colocação. Mas por outro lado, a saída dos corpinhos nunca vou esquecer! Que sensação gostosa! Que prazer, um misto de alívio e alegria!

Pari duas! De parto normal! Sim, várias intervenções e laceração grau 2. Mas tudo conversado e explicado, da melhor forma que poderia ser. Foi incrível!

Estava muito fraca, consegui comer umas frutas enquanto amamentava as duas pela primeira vez ali deitada na maca. 

Depois de tudo terminado, nós já prontas para ir para o quarto, todos querendo descansar e comer,  eu comecei a me sentir mal. 

Fui atendida pelo plantonista e Philippe teve que voltar as pressas para me atender. Consequência da perda de sangue quase desmaiei, tremia demais, palida e fraca. Todos assustados. Precisei tomar duas bolsas de sangue. 

Com muita luta de todos conseguimos que fosse no quarto e não no CTI e que as meninas não fossem para o berçário. Foi bastante estressante para todos.

Nesse momento meu marido avisou minha mãe do nascimento, ela veio então conhecer e cuidar das meninas no quarto enquanto nós dois conseguimos apagar por algumas horas. Seria aí o início do processo de digerir esse evento mais incrível da vida. 

Ficamos embebidos em oxitocina por um tempo, só pensávamos no parto, pelo que tínhamos passado. Queríamos estar com a equipe e falar sobre isso com todos! As músicas da playlist são muito emocionantes ate hoje que quase nem conseguimos escutar. É uma experiência transformadora e de muita conexão. Digo ainda que ter passado por tudo isso fez o puerpério ser mais leve de alguma forma. Os pontos da laceração incomodaram bastante, assim como as dores no quadril e o sangramento, mas a melhora era diária e a satisfação enorme!

Sem dúvida a quantidade e qualidade de informações que tive e a equipe escolhida fizeram toda diferença! Tenham uma doula e escolham o obstetra a dedo! Sou eternamente grata por ter tido vocês comigo nesse momento!

Fardo de Ternura

Nossa missão é prestar assistência integrada à mulher no processo de gestação, parto e pós parto, sendo suporte em sua busca pela gestação e maternidade respeitosas, com informação, acolhimento e apoio às suas escolha.

Carol Procaci

Carol Procaci

Ah se todas as mulheres tivessem uma doula e uma equipe de parto humanizado! Não, parto humanizado não é aquele feito na banheira em casa. Até pode ser, se for aquilo que a mulher quiser! O nascimento do Matheus teve direito a despedida de barriga na maternidade, clampeamento tardio do cordão umbilical, Golden Hour, contato pele a pele, Matheus não ficando sozinho um minuto sequer e nem ficando em uma incubadora. Quão maravilhoso foi esse nosso primeiro contato visual com ele mamando direto no meu peito nos primeiros minutinhos de vida fora da barriga! O nosso contato pele a pele sem charutinho nenhum atrapalhando nosso imprinting! O cheirinho… Ah, o cheirinho! Obrigada por toda essa equipe maravilhosa de mulheres empoderadas! Duas obstetras que respeitaram integralmente meu plano de parto, uma pediatra totalmente defensora dessa chamada “hora de ouro”, uma doula simplesmente inesquecível com todas as suas informações, apoios e sensibilidade, uma fotógrafa capaz de captar toda a emoção desse momento único! Não poderia ter sido melhor! Uma cesárea também pode ser humanizada! Gestantes ou tentantes, procurem uma doula. Vocês não sabem a diferença que vai fazer na vida de vocês! Montem toda a equipe que vai fazer o parto de vocês! Escolham a dedo cada profissional. Questionem, questionem e questionem! Sempre. Esse momento é nosso, não deixem nada ser definido por puro protocolo. Obrigada papai Daniel Vogel também por todo apoio em minhas decisões.

Foto: www.anakacurin.com.br

Tamara foi impecável! Desde a gravidez sempre preocupada comigo, com minha opiniões, medos e vontades. Nunca senti um julgamento por ter escolhido a cesárea e sim sempre um total apoio. Foi maravilhosa por improvisar minha despedida de barriga no hospital que ela sabia que eu queria tanto… E com um lápis de olho sem ponta fez um desenho lindo! Tamara foi responsável por me ajudar a superar meu pânico da anestesia com a sua doçura e timing impecável de colocar a música que eu queria ouvir. 100% perfeita!

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