Ebla | Fardo de Ternura

Ebla

set 24, 2019 | Relatos de Parto | 0 Comentários

Quando descobri que estava grávida e aceitei a nova mulher que estava nascendo em mim, só pensava em dar o melhor pra nós duas, eu e minha filha. 

Foi difícil aceitar as transformações que a gestação estava me colocando, foi difícil aceitar que minha vida mudaria completamente, que meus planos teriam que ser adiados ou adaptados para um bebê fazer parte. Mas as poucos fui me acostumando que agora não seria só eu, que tudo agora sou eu e mais minha filha. Ainda está sendo difícil… 

Com 6 meses descobri que estava com o colo do útero fino e que precisaria ficar de repouso até o final da gestação. Foi punk! Foi bem difícil Adm a minha cabeça o fato que ficaria 3 meses de repouso, tendo que adiar e refazer novamente os planos. 

Optei por colocar um anel chamado pessário que ajuda o colo do útero ficar fechado, além de alongar um pouquinho. Assim me sentiria mais segura de fazer algumas atividade leves (apesar da obstetra não ter liberado). 

Foi dolorosa e caro, rs. 

Tirei o pessário com 37 semanas.

Nas véspera de completar 39 semanas resolvemos ir no Outback conferir aquela lenda de que Outback ajuda a começar o trabalho de parto (kkkkk). 

Meninas, deu certo! No dia seguinte começaram as contrações!!! 

Às 7h da manhã tive a primeira contração que foram aumentando e ficando mais doloridas com o passar das horas. Falei com Fernanda e a obstetra que confirmaram q estava chegando o grande dia. O plano era ir pra maternidade quando as contrações estivessem de 4 em 4 minutos mas nada de pegar ritmo. As contrações vinham com 4,6,8,3 minutos de intervalo entre elas. 

Lá pra umas 16h Fernanda veio aqui em casa, fez massagem, óleos, conversamos… mas nada. As contrações ainda estavam muito espaçadas e sem ritmo. 

Depois das 18h as contrações vindo sem ritmo mas casa vez mais fortes eu não aguentei e liguei pra obstetra pedindo arrego (rs). Não aguentava mais de dor e cansaço. Ela sugeriu que eu fosse na maternidade fazer buscopam na veia pra então relaxar um pouco. Chegando lá me examinaram e pra nossa surpresa já estava com 9 de dilação 🎉🙌🏾🙏🏾

Na minha cabeça já estava quase nascendo, mas não. Alissa ainda estava alta. 

Resolvemos iniciar ocitocina pra ritmar as contrações e ver se ela descia. Pois bem, entrei na portolandia (rs) e não aguentei nem 5 minutos da brincadeira e já pedi analgesia. Deu uma aliviada, mas mesmo assim sentia as contrações como uma onda. Vem vem vem, chega no topo e vai diminuindo.   

Eu estava muito cansada. Exausta! Cada minuto parecia uma hr.  

Chegou no explosivo e eu não consegui me concentrar tanto quando eu queria. Confesso que não senti meu corpo como gostaria, talvez pelo meu cansaço, ou pela analgesia ou pela ansiedade de ver minha filha nos meus braços. 

Enfim, 4:45 minha filha nasceu! Não esqueço aquele cheiro, o olhar dela pra mim e a sensação!!!

Que sensação maravilhosaaaaa! 

Nunca senti nada parecido. Uma emoção que não da pra explicar. Estava em êxtase! 

 

 

Aproveito tbm para agradecer as doulas desse coletivo que me encorajaram a viver esse momento de plenitude. Me ensinaram que o parto era MEU e me deram todas as ferramentas para fazê-lo com amor e respeito. 

Sobre o fardo

Fardo de Ternura

Nossa missão é prestar assistência integrada à mulher no processo de gestação, parto e pós parto, sendo suporte em sua busca pela gestação e maternidade respeitosas, com informação, acolhimento e apoio às suas escolha.

Compartilhe: